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    porto velho, sábado 21 de maio de 2022

Jovens estelionatárias presas no Rio viajavam pelo país esbanjando dinheiro roubado

Na delegacia, os bandidos ofereceram R$ 150 mil aos policiais para serem liberados.


IG

Publicada em: 13/05/2022 10:57:16 - Atualizado


BRASIL: A quadrilha de estelionatários de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, presa no Leblon, na Zona Sul do Rio , viajava o país esbanjando os lucros obtidos por meio de golpes aplicados pela deep web — sites e servidores da internet que não aparecem nas ferramentas de buscas. Nas redes sociais, os dois homens e duas mulheres ostentavam fotos e vídeos passeando de lanchas em praias e ainda curtindo festas em casas noturnas de São Paulo, Mato Grosso, Pernambuco e Bahia. De acordo com as investigações, os prejuízos com os golpes passam de R$ 1 milhão.

Segundo a delegada Daniela Terra, titular da 14ª DP (Leblon), após adquirir dados bancários das vítimas, o grupo gerava links falsos de pagamentos em cartões de créditos e transferia altas quantias para contas correntes de “laranjas”. Com os valores, eles realizavam compras de bens de luxo, como joias, celulares e perfumes, para revender em perfis no Instagram:

"Podemos concluir, a partir de todas as diligências realizadas e ainda dos depoimentos colhidos no inquérito, que os integrantes desse grupo rodava por diversos estados do país. Como utilizavam os meios virtuais para delinquir, podiam estar em qualquer lugar, mas invariavelmente escolhiam o Rio para se divertir. Com essas prisões, a mensagem que fica é que estamos atentos e aqui definitivamente não é o melhor destino para criminosos."

Tido como o chefe do grupo, Diego Luís Pereyra Ferreira, conhecido como DG, foi o primeiro a chegar no Rio, há cerca de três meses. Ele alugou um apartamento em um condomínio de luxo, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, por cerca de R$ 5 mil mensais, onde vivia com a mulher e o filho. Os comparsas — Willian Teixeira Chicorsky, Fernanda Natalina dos Santos Lima e Angélica de Jesus Albercht — vieram pouco depois e se hospedavam em outro imóvel, nas redondezas.

No Rio, os criminosos também ostentavam uma rotina de luxo, com uso de carros e motos importadas, lanchas e jetski. Com eles, foram apreendidos um carro Audi Q3, dez celulares, R$ 4 mil em espécie, uma pistola com a numeração raspada, dois carregadores, além de munição.

"Com a evolução da tecnologia e a disseminação dos bancos digitais, as quadrilhas se especializaram na aplicação de golpes, sobretudo no ambiente da deep web, a parte da internet que fica oculta do grande público. Para evitar esses crimes, é preciso que essas instituições financeiras invistam em segurança e os clientes redobrem a atenção e também não comprem produtos de procedência duvidosa", explica a delegada Daniela Terra.

Na delegacia, os bandidos ofereceram R$ 150 mil aos policiais para serem liberados. Eles foram autuados em flagrante por estelionato, associação criminosa, corrupção ativa e posse de arma de fogo de uso restrito.



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