• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, terça-feira 28 de abril de 2026

Empresário aponta cobrança de propina e Breno Mendes reage com discurso duro na Câmara

A declaração, feita ao vivo, ampliou a repercussão do caso e colocou o vereador e o empresário no centro de uma crise política que já envolve a gestão da coleta de lixo...


Redação

Publicada em: 28/04/2026 09:17:55 - Atualizado


PORTO VELHO-RO — A crise envolvendo o empresário dono da Amazon Fort e o vereador Breno Mendes, (respectivamente na imagem),  ganhou novos contornos na segunda-feira, na Câmara Municipal de Porto Velho.

O fato teve início durante entrevista ao programa RR Notícias no qual o empresário Iuri Farias, afirmou que o parlamentar teria, por meses, visitado a empresa Amazon Fort para exigir pagamento de propina. Segundo ele, não se tratou de um episódio isolado, mas de sucessivas investidas dentro da sede da empresa.

A declaração, feita ao vivo, ampliou a repercussão do caso e colocou o vereador e o empresário no centro de uma crise política que já envolve a gestão da coleta de resíduos sólidos na capital. Na entrevista, Iuri detalhou que as supostas abordagens teriam ocorrido reiteradamente, reforçando a gravidade da acusação.

A resposta de Breno Mendes veio em tom elevado. Durante sessão ordinária na Câmara Municipal, nessa segunda-feira (27), o parlamentar — líder do prefeito Léo Moraes — utilizou a tribuna para rebater as acusações e fez declarações contundentes. “Antes de morrer, eu vou matar”, afirmou.

No discurso, o vereador associou a polêmica a disputas históricas no setor de coleta de lixo e acusou o empresário de ter histórico de ameaças a agentes públicos, mencionando episódio envolvendo o ex-prefeito Hildon Chaves. “Diferente do que ele fez com o dr. Hildon de ameaçar, ele não tem coragem de passar na minha frente. Não vou dar oportunidade de me ameaçar. Passou na minha frente, quem será executado é ele. Não tenho medo das minhas palavras, é bala, aqui não tem conversa, antes de ser morto, eu vou matar”, declarou.

Antes do embate público, Breno já havia divulgado nota de esclarecimento, na qual sustenta que as acusações surgem após fiscalizações conduzidas por seu mandato. Segundo ele, foram produzidos mais de 42 ofícios, somando cerca de mil páginas, apontando irregularidades na execução do contrato de coleta de lixo pelo consórcio Eco PVH.

O vereador informou ainda que registrou Boletim de Ocorrência e ingressou com ação judicial por danos morais, pedindo indenização de R$ 200 mil. Também afirmou que as apurações resultaram em sanções administrativas à empresa, incluindo multas e declaração de inidoneidade.

O episódio aprofunda a tensão em torno da coleta de resíduos sólidos em Porto Velho, transformando um problema urbano recorrente em uma disputa de alto risco político, marcada por acusações graves e um discurso que ultrapassou o campo institucional.

OUÇA O ÁUDIO:


Fale conosco