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    porto velho, quinta-feira 11 de junho de 2026

Léo Moraes freia empolgação e deve evitar mergulho fundo na campanha de Rogério

Segundo interlocutores próximos ao prefeito, Léo ainda não encontrou razões suficientes para assumir um compromisso político definitivo com o senador liberal....


Redação

Publicada em: 11/06/2026 08:17:45 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - A expectativa de que o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes-Podemos, colocaria sua popularidade e sua estrutura política a serviço da pré-candidatura de Marcos Rogério (PL) ao Governo de Rondônia começa a perder força nos bastidores. O que parecia caminhar para uma aliança sólida agora dá sinais de cautela, recuo e muita observação.

Segundo interlocutores próximos ao prefeito, Léo ainda não encontrou razões suficientes para assumir um compromisso político definitivo com o senador liberal. Embora mantenha diálogo aberto e cordial com Rogério, o prefeito estaria adotando uma postura de prudência, ouvindo lideranças, avaliando cenários e medindo os riscos de vincular seu capital político a uma disputa estadual que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos.

Nos bastidores, a palavra mais repetida é "desconfiança" e falta de experiência de Rogério como gestor. Pessoas próximas ao chefe do Executivo municipal afirmam que ele tem procurado ouvir figuras experientes da política rondoniense antes de tomar qualquer decisão mais contundente. O objetivo seria compreender melhor a capacidade de Marcos Rogério de construir alianças duradouras e honrar compromissos políticos em uma eventual campanha ao Palácio Rio Madeira.

Em um primeiro momento, chegou a circular com força a possibilidade de o empresário Márcio Barreto, tio do prefeito, ocupar a vaga de vice-governador na chapa encabeçada pelo senador. A hipótese animou setores do Podemos e foi interpretada como um sinal de aproximação definitiva entre os dois grupos políticos.

Contudo, após avaliar os impactos da decisão, Léo Moraes teria colocado o pé no freio. A análise interna concluiu que uma indicação tão direta poderia significar o comprometimento integral do projeto político do prefeito com uma candidatura cujo desempenho e capacidade de agregação ainda são alvo de questionamentos em diversos segmentos.

Analistas políticos observam que, mesmo que o Podemos venha a compor a chapa de Marcos Rogério, dificilmente isso significará uma entrega irrestrita do apoio do prefeito da capital. A tendência, segundo essa leitura, é que Léo preserve sua margem de manobra para 2026 e evite colocar "todas as fichas" em um único projeto estadual.

O cálculo político é simples: Léo Moraes administra a maior cidade de Rondônia, possui alta exposição pública e sabe que sua imagem estará diretamente associada ao resultado eleitoral do candidato que escolher apoiar. Por isso, a cautela tem falado mais alto do que a empolgação.

Enquanto Marcos Rogério busca ampliar sua rede de apoios e consolidar alianças estratégicas, o prefeito segue observando o tabuleiro. E, pelo que indicam os sinais emitidos até agora, a tendência é que mantenha uma posição de colaboração institucional, sem mergulhar de corpo e alma na campanha do senador.

Nos corredores da política, cresce a percepção de que, caso o Podemos indique o vice da chapa que poderá ser o delegado Camargo, isso ocorrerá muito mais por uma composição partidária do que por uma decisão pessoal de Léo Moraes de abraçar integralmente o projeto de Marcos Rogério.

Por outro lado, considerando os casos de vices que romperam com os titulares em Rondônia, a equipe de Marcos Rogério-PL não vê com bons olhos a indicação do delegado. De perfil esquentado e pouco afeito ao diálogo, antes da chibata, Camargo não vê agora do apoio de Léo cair do céu.

Por enquanto, o prefeito prefere a cautela ao entusiasmo. E, em política, quando alguém demora demais para dizer sim, muitas vezes está apenas procurando a melhor forma de dizer não.


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