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porto velho, segunda-feira 15 de junho de 2026
PORTO VELHO - RO - Poucos pré-candidatos ao Governo de Rondônia chegam à disputa de 2026 com um currículo administrativo tão robusto quanto o de Hildon Chaves (União Brasil). Ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos, promotor de carreira, empresário bem sucedido e reconhecido pela sólida formação intelectual, Hildon construiu uma imagem de gestor técnico e preparado para enfrentar os desafios da administração pública.
Entretanto, nos bastidores da pré-campanha, um fator começa a despertar preocupação entre aliados e observadores da cena política: a aparente dificuldade do pré-candidato em organizar e concluir raciocínios durante discursos e entrevistas.

A situação ficou evidente durante os compromissos realizados em Cacoal, onde Hildon participou de dois eventos políticos. Visivelmente desgastado pela intensa agenda de viagens pelo interior do estado, o ex-prefeito iniciou diversos argumentos sem conseguir concluí-los, mudando de assunto antes de encerrar a linha de pensamento anterior. O comportamento chamou a atenção do público presente e foi comentado nos bastidores dos encontros.
O episódio, segundo pessoas próximas ao meio político, não seria um fato isolado. Há algum tempo, interlocutores vêm observando situações semelhantes em aparições públicas do pré-candidato, levantando questionamentos sobre sua capacidade de manter o mesmo desempenho intelectual que marcou sua trajetória política e profissional.
O tema ganha relevância justamente porque Hildon sempre foi reconhecido pela habilidade de formular argumentos técnicos e defender suas posições com clareza. Sua imagem pública foi construída sobre a figura de um gestor preparado, estudioso e dotado de boa capacidade analítica.
Apesar das dificuldades observadas nos eventos recentes, o ex-prefeito apresentou um balanço detalhado de sua passagem pela administração municipal de Porto Velho. Em sua fala, destacou números que considera expressivos da gestão e rebateu críticas feitas por adversários políticos.
Segundo Hildon, durante os oito anos em que comandou a capital, sua administração quitou aproximadamente R$ 585 milhões em dívidas herdadas e encerrou o período com superávit próximo de R$ 400 milhões. De acordo com ele, o resultado representa um saldo positivo próximo de R$ 1 bilhão nas contas públicas municipais, dados que estariam disponíveis para consulta nos balanços oficiais e no Portal da Transparência.
O contraste entre a consistência dos números apresentados e as dificuldades demonstradas na exposição das ideias cria um paradoxo para a pré-campanha. De um lado, um candidato experiente, com resultados administrativos para apresentar. De outro, sinais que começam a alimentar dúvidas sobre seu desempenho em uma campanha longa, desgastante e marcada por debates, entrevistas e intensa exposição pública.
Se conseguir superar essa percepção e recuperar a fluidez que sempre caracterizou suas manifestações públicas, Hildon continuará sendo um dos nomes mais competitivos da corrida ao Palácio Rio Madeira. Caso contrário, corre o risco de ver uma de suas principais qualidades — a capacidade de comunicação — transformar-se em um ponto vulnerável da campanha.