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porto velho, quarta-feira 8 de julho de 2026

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta terça-feira (08/07) recebeu a psicóloga e doutora em Educação Silvânia Gregório para uma entrevista sobre saúde mental, comportamento e os impactos da tecnologia nas relações humanas. Durante a conversa, a especialista fez um alerta para o crescimento dos casos de depressão, ansiedade e isolamento social, especialmente entre jovens, e reforçou que esses transtornos precisam ser tratados com seriedade.
Logo no início da entrevista, Silvânia desmistificou uma das ideias mais comuns sobre a doença ao afirmar que depressão não é falta de vontade nem "frescura", mas sim uma condição reconhecida cientificamente que exige acompanhamento profissional.

Segundo a psicóloga, um dos primeiros sinais de alerta é a mudança no comportamento da pessoa. Ela explicou que familiares, amigos e professores devem estar atentos quando alguém passa a perder o interesse por atividades que antes lhe davam prazer, evita sair de casa, deixa de conversar ou demonstra um desânimo persistente.
"A pessoa deixa de sentir prazer nas coisas simples do dia a dia. Muitas vezes não quer conversar, sair do quarto ou até fazer pequenas tarefas. Isso não é preguiça. É uma doença que precisa ser observada e tratada", destacou.
Silvânia explicou ainda que a depressão pode surgir por diferentes fatores, incluindo predisposição genética e acontecimentos traumáticos, como perdas familiares ou situações extremas, a exemplo de desastres naturais. Por isso, segundo ela, o apoio da família e a procura por atendimento especializado fazem toda a diferença para evitar o agravamento do quadro.
Outro ponto abordado durante a entrevista foi o aumento da ansiedade e da solidão em uma sociedade cada vez mais conectada à internet. Para a especialista, as redes sociais criaram uma falsa sensação de proximidade, enquanto os vínculos presenciais se enfraquecem.
"A pessoa pode ter milhares de seguidores e, ao mesmo tempo, não ter alguém para sentar e conversar ou tomar um café. O mundo virtual não substitui as relações humanas", afirmou.
Ao comentar sobre o comportamento de crianças e adolescentes, Silvânia chamou atenção para o tempo excessivo diante das telas. Segundo ela, muitos jovens passam horas isolados nos quartos consumindo conteúdos digitais, reduzindo o contato com familiares e amigos e deixando de desenvolver habilidades importantes de convivência.
Ela também destacou que a prática constante de permanecer conectado pode favorecer problemas emocionais e até o desenvolvimento de novos transtornos relacionados ao uso excessivo da tecnologia.
A psicóloga ainda fez um alerta sobre o consumo precoce de pornografia entre adolescentes, apontando que o fácil acesso a esse tipo de conteúdo pela internet tem se tornado uma preocupação crescente nos consultórios de psicologia.
Durante a entrevista, Silvânia defendeu uma mudança cultural em relação aos cuidados com a saúde mental. Para ela, muitas pessoas ainda investem dinheiro em bens materiais ou lazer, mas deixam de buscar acompanhamento psicológico por preconceito ou falta de prioridade.
"Não é sinal de fraqueza procurar ajuda. Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física", ressaltou.
Ao longo da conversa, a especialista também destacou a importância da convivência familiar, do diálogo presencial e da participação ativa dos pais na rotina dos filhos como formas de fortalecer vínculos e prevenir problemas emocionais.
ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI: