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    porto velho, quinta-feira 23 de julho de 2026

Sem chapa competitiva, MDB pode ter em Amir Lando a última alternativa para evitar o isolamento eleitoral

Embora haja resistência de Confúcio Moura, cresce a avaliação de que o partido precisa de uma mudança de estratégia radical antes do início oficial da campanha...


Redação

Publicada em: 23/07/2026 09:55:58 - Atualizado

PORTO VELHO (RO) – Mais uma vez o MDB de Rondônia chega à disputa eleitoral de 2026 diante de um dos momentos mais delicados de sua história recente. Com a fuga de suas principais lideranças, sem uma nominata considerada competitiva para as eleições proporcionais e ainda sem uma candidatura majoritária capaz de mobilizar o eleitorado, a legenda corre o risco de perder de vez o protagonismo e reduzir significativamente sua presença no cenário político estadual para as próximas décadas.

Nos bastidores, embora haja resistência de Confúcio Moura, cresce a avaliação de que o partido precisa de uma mudança de estratégia radical antes do início oficial da campanha. Nesse contexto, o nome do ex-senador Amir Lando volta a ser citado por lideranças e militantes como uma alternativa para disputar o Governo de Rondônia.

A leitura é pragmática. Amir reúne atributos que poucos quadros da legenda possuem: trajetória política consolidada de 40 anos, nunca se envolveu em escândalos, reconhecimento estadual, experiência administrativa e projeção nacional construída ao longo de décadas de vida pública. Para parte do MDB, esses fatores poderiam devolver competitividade ao partido em uma eleição marcada pela polarização e pela busca do eleitor por candidatos conhecidos.

A discussão ganha força justamente porque a atual configuração da legenda não tem produzido o impacto esperado. Sem uma chapa proporcional robusta e enfrentando dificuldades para consolidar um projeto ao Palácio Rio Madeira, o MDB corre o risco de assistir à campanha como mero coadjuvante, perdendo espaço para partidos que estruturaram suas alianças e lançaram candidaturas com maior capacidade de mobilização.

Nos bastidores, há quem sustente que insistir no atual desenho eleitoral pode significar um encolhimento ainda maior da legenda. A eventual entrada de Amir Lando na disputa pelo governo é vista, por esse grupo, como uma tentativa de reorganizar o partido, fortalecer as candidaturas proporcionais e devolver visibilidade ao MDB durante a campanha.

Até o momento, porém, não há definição oficial. As conversas permanecem restritas ao ambiente interno da sigla, enquanto dirigentes avaliam os próximos passos e o impacto que uma eventual mudança de rumo poderia produzir.

Independentemente da decisão, o tempo joga contra o MDB. Em uma eleição na qual a maioria dos adversários já ocupa espaço no debate público, prolongar indefinições pode ampliar as dificuldades da legenda. Para muitos emedebistas, o partido se aproxima de uma encruzilhada: apostar em um nome de maior densidade política para tentar recuperar competitividade ou correr o risco de atravessar a campanha praticamente fora das principais disputas estaduais.


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