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porto velho, quinta-feira 23 de julho de 2026

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá e conduzido excepcionalmente pelo comunicador e jornalista Ray Lavareda, que substitui temporariamente o titular durante sua viagem, o programa A Voz do Povo desta quinta-feira (23/07) recebeu o jornalista Osmar Silva. Durante a entrevista, o decano da imprensa rondoniense fez uma análise do cenário político de Rondônia, avaliou a corrida pelo Governo do Estado e ao Senado e afirmou que a disputa permanece aberta, com possibilidade de mudanças significativas ao longo da campanha eleitoral.
Logo no início da entrevista, Osmar destacou que o período das convenções partidárias representa o verdadeiro início da disputa eleitoral. "As eleições começam agora. É como no futebol: primeiro o técnico escala os jogadores e, depois disso, começa o campeonato. As convenções definem quem realmente vai entrar em campo", afirmou.
Ao analisar a convenção do Partido Liberal (PL), realizada em Porto Velho, o jornalista observou que Marcos Rogério chega ao início oficial da campanha ocupando posição de destaque nas pesquisas de intenção de voto.
"Tivemos duas convenções importantes. A do PL foi uma grande mobilização porque o candidato é justamente aquele que vem liderando as pesquisas durante toda a pré-campanha. A expectativa do partido é que ele permaneça na dianteira também durante a campanha e, se houver segundo turno, continue liderando", disse.
Ao comentar a disputa pelas duas vagas ao Senado, Osmar avaliou que a eleição promete uma disputa intensa entre os próprios aliados.
"Se a voz do povo realmente prevalecer, uma das cadeiras já estaria praticamente definida em outro grupo político. Isso faz com que Fernando Máximo e Bruno Bolsonaro Scheid disputem diretamente a outra vaga. O grande desafio será descobrir quem conseguirá ocupar esse espaço", afirmou.

Durante a entrevista, o jornalista também comentou o crescimento da influência do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições estaduais e avaliou que o chamado bolsonarismo permanece forte. "A narrativa de que o bolsonarismo acabou não se confirmou. Pelo contrário, continua sendo uma força política importante e ainda pode surpreender nas urnas", declarou.
Questionado sobre a corrida pelo Governo de Rondônia, Osmar apontou Marcos Rogério, Hildon Chaves e Adailton Fúria como os principais protagonistas da disputa neste momento.
"Podemos ter seis ou sete candidatos, mas a tendência é que a disputa principal fique concentrada nesses três nomes. Hoje as pesquisas colocam Marcos Rogério na frente, enquanto Hildon Chaves e Adailton Fúria aparecem logo atrás", analisou.
Apesar da vantagem inicial do senador, o jornalista fez questão de afirmar que o resultado está longe de ser definido. "Os números mostram que dificilmente alguém vencerá no primeiro turno. Quem conseguir acompanhar Marcos Rogério para o segundo turno pode perfeitamente virar o jogo. Política é dinâmica. Assim como no futebol, partidas aparentemente decididas podem terminar de forma completamente diferente", comparou.
Na avaliação de Osmar Silva, fatos novos durante a campanha ainda poderão alterar significativamente o cenário eleitoral. "Campanha é o momento em que surgem informações novas, denúncias, debates e acontecimentos inesperados. Uma frase dita em um debate pode mudar completamente uma eleição", afirmou.
O jornalista também defendeu a importância dos debates eleitorais e disse que o eleitor observa muito mais do que apenas o discurso dos candidatos.
"O eleitor não presta atenção apenas no que o candidato fala. Ele observa o comportamento, a postura, a segurança, a linguagem corporal. Tudo isso influencia na decisão final de quem está assistindo", destacou.
Outro ponto abordado durante a entrevista foi a polarização política vivida pelo país. Para Osmar, o ambiente eleitoral brasileiro permanece marcado pela divisão ideológica, o que também influencia diretamente a disputa em Rondônia.
Segundo ele, o papel do jornalismo é oferecer informações para que a população forme sua própria opinião.
"O compromisso do jornalista é com a verdade. Quem deve julgar e decidir é o cidadão. Não cabe ao jornalista induzir o pensamento das pessoas", concluiu.
Ao longo da entrevista, Osmar Silva ainda analisou o comportamento dos partidos, as articulações para formação das chapas proporcionais e o impacto que as alianças poderão exercer na reta final da campanha eleitoral de 2026 em Rondônia.
ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA NA ÍNTEGRA AQUI: