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porto velho, domingo 28 de junho de 2026

O desabafo de Mehdi Taremi veio no momento mais tenso da Copa do Mundo para o Irã. Pouco depois do empate por 1 a 1 com o Egito, no Lumen Field, em Seattle, pela última rodada do Grupo G, resultado que deixa a classificação iraniana condicionada à combinação de outros resultados, o capitão iraniano aproveitou a entrevista com a imprensa para fazer um forte desabafo.
Esta é uma Copa do Mundo desastrosa. Como jogadores profissionais, não podemos disputar uma competição nessas condições, não está certo nem é justo.
Taremi ressaltou ainda sobre os deslocamentos constantes, controles migratórios, impossibilidade de permanência da delegação iraniana em território americano e falta de resposta prática da Fifa diante dos problemas enfrentados pela seleção.
O desabafo veio depois de uma noite especialmente amarga para o Irã.
A seleção precisava da vitória para se classificar sem depender de outros resultados. Saiu atrás logo no começo, quando Mahmoud Saber aproveitou rebote após jogada de Salah e abriu o placar para o Egito. Pouco depois, Taremi sofreu pênalti, mas cobrou mal e parou em Mostafa Shoubir.
Ainda no primeiro tempo, o Irã conseguiu reagir. Depois de boa troca de passes e defesa de Shoubir, Ramin Rezaeian aproveitou o rebote, mesmo sem ângulo, e empatou a partida. O time iraniano seguiu pressionando, mas teve dificuldade para transformar volume em gols.
Na etapa final, já sabendo que a Bélgica vencia no outro jogo do grupo, o Irã voltou mais ofensivo. Tentou chutes de fora, buscou contra-ataques e pressionou nos minutos finais. Nos acréscimos, chegou a marcar o segundo gol, mas o lance foi anulado por impedimento após revisão do VAR. A equipe ainda criou mais duas chances, mas não conseguiu virar.
O empate manteve o Egito vivo e empurrou o Irã para uma situação de espera. A entrevista de Taremi nasceu justamente dessa mistura de classificação direta perdida, desgaste acumulado e sensação de injustiça fora de campo.
A campanha iraniana na Copa foi marcada por uma sequência de dificuldades fora das quatro linhas. A delegação não pôde se instalar normalmente nos Estados Unidos, apesar de disputar jogos em cidades americanas.

Com isso, a equipe precisou se submeter a controles migratórios sempre que queria jogar.
Não podemos ficar no país, viajamos e nos submetemos a controles migratórios toda vez que queremos jogar. Agora não podemos ficar em Seattle e temos que voltar para Tijuana.