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porto velho, quarta-feira 4 de março de 2026

Notícias atuais mostram que os governos de Trump e Netanyahu afirmam que o motivo do ataque contra o Irã é impedir que ele desenvolva armas nucleares e proteger seus povos, no entanto, as declarações oficiais muitas vezes mascaram interesses muito mais profundos, a manutenção e a expansão da hegemonia global, controle de rotas estratégicas e acesso a recursos. Reuters ·
História de Líderes “Loucamente” Poderosos
Ao longo da história, a humanização de líderes agressivos muitas vezes encobriu sistemas de poder que se alimentam de guerra e exploração, Calígula, Tibério, Nero,
Imperadores de Roma associados a tirania e decadência.
Adolf Hitler, Benito Mussolini líderes fascistas que levaram seus países à destruição,
Hirohito, imperador japonês durante a Segunda Guerra Mundial, representando um sistema imperial agressivo cuja liderança ainda é debatida historicamente sobre responsabilidade direta. Wikipédia
No século XXI, alegam alguns críticos que figuras como Donald Trump e Benjamin Netanyahu exprimem uma combinação perigosa de ambição política interna, nacionalismo exaltado e disposição para poder milita, não muito diferente em espírito do que levou impérios anteriores a guerras devastadoras.
Democracia ou Controle Econômico?
A retórica dominante costuma usar palavras como democracia, liberdade e segurança.
Mais na prática, o conflito atual mostra:
Controle econômico é uma motivação real:
A guerra ameaça rotas de petróleo e gás que afetam mercados globais e economias inteiras.
A economia iraniana já sofre sofrimento profundo por sanções e isolamento, muito antes de qualquer conflito armado, e esse impacto econômico é uma parte essencial do confronto. arXiv
Não se trata apenas de medo nuclear
A retórica oficial aponta para ameaça de bomba nuclear, mas inclusive antes das hostilidades diretas havia negociações diplomáticas em curso que poderiam limitar o programa iraniano sem guerra, e mesmo assim a ação militar foi escolhida. ING THINK
A desculpa “democracia” como cobertura ideológica:
Historicamente, potências dominantes invocam termos como “democratização”, “liberdade” e “responsabilidade de proteger” para justificar intervenções. Mas, em muitos casos, como Iraque, Líbia ou Síria, regimes foram derrubados com resultados que nem de longe se assemelham a democracias estáveis ou emancipadoras de povos, esse padrão se repete hoje.
O Irã e Sua Longa História milenar
O Irã, com uma civilização que remonta ao Império Persa (mais de 2.500 anos), nunca foi derrotado de forma completa em sua história, suas guerras foram sempre complexas e multifacetadas, isso desafia a narrativa simplista de um “estado terrorista” o fato de agora estar no centro de uma grande ofensiva militar demonstra mais a posição estratégica do país e seu peso regional do que qualquer simplista rótulo de “vilão”.
Por que essa guerra não é “sobre democracia”?
Narrativa oficial muitas vezes esconde interesses econômicos e geopolíticos, o controle de infraestrutura energética, rotas comerciais e dominação regional são motivações centrais, não valores abstratos de liberdade.
A história real das intervenções ocidentais mostra um padrão de regimes que colapsam não por vontade dos povos, mas por pressões externas e sanções que destroem a economia e o tecido social.
A grande mídia dominante muitas vezes reproduz a versão dos governos poderosos com pouco espaço para narrativas alternativas, críticas ou vozes do Global South. Isso cria um ambiente informativo que serve aos interesses dos detentores de poder, não à análise emancipatória.
O conflito atual não é simplesmente sobre “combater um regime maligno” ou “libertar um povo para a democracia”.
É profundamente ligado a dinâmicas de poder global, interesses econômicos e hegemonia de grandes potências.
A retórica de democracia serve muitas vezes como máscara para objetivos estratégicos, militares e econômicos.
A história mostra que essas narrativas padronizadas se repetem, favorecendo os poderosos e deixando para trás rios de sangue, desrespeitos as culturas e costumes de povos e vidas soberania.
E tenho dito
Por Raimundo De Assis Teixeira
Mestre em história pelo Brasil e América Latina