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    porto velho, sexta-feira 22 de maio de 2026

Após filme sobre Bolsonaro, Jim Caviezel volta a viver Jesus em novo filme de Mel Gibson

Ator que interpretou Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse voltará ao papel de Jesus Cristo em novo filme de Mel Gibson


metropoles

Publicada em: 22/05/2026 10:14:43 - Atualizado


Depois de interpretar Jair Bolsonaro na polêmica cinebiografia sobre o ex-presidente, Jim Caviezel voltará ao papel de Jesus Cristo nos cinemas. O ator está confirmado nas continuações de A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson.

Segundo informações divulgadas pela revista Variety, o diretor descreve a nova história como “uma viagem de ácido”. A sequência, dividida em duas partes, irá retratar a ressurreição de Jesus de Nazaré e os dias do profeta ao lado de Maria Madalena (Monica Bellucci) após a Cruxificação.

“Sou profundamente grato ao meu elenco e equipe incrivelmente talentosos por dedicarem seus corações a esta produção. Juntos, criamos algo poderoso”, diz Mel Gibson. “Para mim, é muito mais do que um filme. É uma missão que carrego há mais de 20 anos.”

Ao contrário de Dark Horse, que ainda não tem uma distribuidora segundo o Deadline, A Ressurreição de Cristo será distribuído pela Lionsgate nos Estados Unidos e já tem parcerias para lançamentos em vários países do mundo.

Jim Caviezel: ator de Jesus e Bolsonaro foi cancelado em Hollywood.

Antes de ser escolhido para interpretar Jair Bolsonaro na cinebiografia que vai retratar a 1ª campanha presidencial do ex-presidente, Jim Caviezel acumulou papéis memoráveis, e polêmicas, em Hollywood.

O ator alcançou o estrelato ao interpretar o papel principal em O Conde de Monte Cristo (2002). O destaque chamou a atenção do diretor Mel Gibson, que o convidou para interpretar Jesus em A Paixão de Cristo (2004), que por anos, foi o filme +18 com maior bilheteria nos Estados Unidos.

O papel, no entanto, veio acompanhado de uma previsão trágica do diretor a Jim Caviezel. “Você nunca mais trabalhará nessa cidade”, teria dito o cineasta em conversa relatada pelo jornal The Guardian. A suposta previsão ganhou força nos anos seguintes.

A Paixão de Cristo foi marcado por polêmicas desde as gravações até a recepção da crítica. O ator alega ter deslocado o ombro, ter sido atingido por um raio e chicoteado acidentalmente nas costas durante a produção do longa.

Além disso, o longa enfrentou acusações de antissemitismo por parte de críticos e representantes de comunidades judaicas. “O filme antissemita mais virulentamente feito desde os filmes alemães de propaganda da Segunda Guerra Mundial”, avaliou o New York Daily News à época.

Após o sucesso, Caviezel perdeu espaço e passou a atuar em produções menores. Neste meio tempo, o ator causou alvoroço após compartilhar uma série de declarações contra a vacinação e a favor de teorias conspiratórias ligadas à extrema direita.


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