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porto velho, terça-feira 14 de janeiro de 2025
Um juiz ordenou que Kevin Spacey pague US$ 31 milhões (cerca de R$ 170 milhôes) à Media Rights Capital, a produtora por trás de “House of Cards”, a série da Netflix na qual o ator estrelou por cinco temporadas até ser demitido em 2017.
A decisão foi manifestada em uma petição apresentada nesta segunda-feira (22) no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, na qual a MRC pede ao tribunal “para confirmar a sentença em seu favor e entrar em julgamento contra Spacey”.
O ator e a produtora se enfrentam na justiça há nos anos desde que Spacey foi demitido da série por acusações de má conduta dentro e fora do set.
Em processo, a MRC afirma que, em outubro de 2020, um juiz considerou que Spacey “violou repetidamente suas obrigações contratuais” ao estrelar como Frank Underwood na produção e que seu comportamento “o tornava (e suas entidades afiliadas) responsáveis” por milhões de dólares perdidos pela empresa.
A produtora suspendeu Spacey após reportagem de 2017, na qual vários membros e ex-membros da equipe de produção de “House of Cards” relataram alegações de assédio sexual contra o ator.
Uma pessoa também acusou Spacey, que era o produtor executivo da série, de agressão sexual.
“A MRC não tinha conhecimento de qualquer conduta de Spacey com qualquer elenco ou equipe associada”, afirma o documento.
Pouco antes da reportagem o ator Anthony Rapp disse ao BuzzFeed News que Spacey fez uma abordagem sexual em uma festa em 1986 quando ele tinha 14 anos.
Após as alegações de Rapp, o ator emitiu um comunicado alegando que não se lembrava do incidente e se desculpou pelo que alegou ser um “comportamento bêbado profundamente impróprio”.
Depois que Spacey foi retirado de “House of Cards”, a MRC diz que teve que “reescrever toda a temporada para omitir sua personagem e encurtar a 6ª temporada de 13 para 8 episódios para cumprir os prazos de entrega” e sofreu perdas monetárias como resultado.
Seguindo a decisão desta segunda, a MRC divulgou uma declaração: “A segurança de nossos funcionários e ambientes de trabalho é de suma importância e a razão pela qual decidimos exigir responsabilidade”.