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porto velho, terça-feira 16 de junho de 2026

PORTO VELHO - RO - O combate à violência e ao avanço das facções criminosas deverá ser um dos maiores desafios do próximo governador de Rondônia. O crescimento do crime organizado, impulsionado pelo tráfico de drogas, armas, contrabando, grilagem de terras e crimes ambientais, tem ampliado a sensação de insegurança em diversas regiões do estado.
O problema se torna ainda mais preocupante diante da redução do efetivo policial disponível para o patrulhamento ostensivo. Embora a Polícia Militar de Rondônia devesse contar com mais de 8 mil integrantes, atualmente possui cerca de 4.700 policiais. Parte desse contingente está afastada das atividades operacionais por férias, licenças médicas e funções administrativas, portanto desviada das atividades de rua.
Dados oficiais apontam que 463 policiais militares estão cedidos a outros órgãos públicos, entre eles Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público, secretarias estaduais e prefeituras. O número representa parcela significativa do efetivo que poderia reforçar o policiamento nas ruas.
Enquanto isso, moradores de Porto Velho e de municípios do interior convivem com relatos de execuções, ameaças, extorsões, invasões de áreas urbanas e rurais, além da atuação cada vez mais visível de organizações criminosas.
Especialistas da área de segurança defendem que a recomposição do efetivo, a realização de novos concursos públicos e a revisão das cessões de policiais para atividades não operacionais deverão estar entre as prioridades da próxima administração estadual.
Mais do que ampliar investimentos, o futuro governo terá o desafio de recuperar a capacidade de presença do Estado nos bairros, distritos e comunidades onde as facções criminosas vêm ampliando sua influência. A população cobra uma resposta efetiva para que a segurança volte a ser percebida não apenas nos números, mas principalmente nas ruas.