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porto velho, domingo 28 de junho de 2026

Croácia e Gana entram em campo neste sábado (27) pela última rodada do Grupo L da Copa do Mundo com seus destinos nas próprias mãos. Um empate pode ser suficiente para garantir a classificação de ambas as seleções para os 16 avos de final, e tudo indica que o confronto terá poucos gols.
Gana ocupa a segunda posição da chave, empatada com a líder Inglaterra, ambas com quatro pontos. A Croácia aparece logo atrás, com três pontos, mas já tem a certeza de que não terminará na última colocação após vencer o Panamá, lanterna do grupo e ainda sem pontuar.
Os croatas sabem, porém, que terminar com apenas três pontos — especialmente com saldo de gols negativo — pode não ser suficiente para assegurar uma das oito vagas destinadas aos melhores terceiros colocados na fase eliminatória. Por isso, a equipe não pretende depender de combinações de resultados.
As duas seleções venceram o Panamá por 1 a 0. A diferença é que, enquanto a Croácia estreou com uma derrota por 4 a 2 para a Inglaterra, Gana arrancou um empate sem gols contra os ingleses e ficou em posição privilegiada na luta pela classificação.
Terceira colocada na Copa de 2022, a Croácia chega quatro anos depois com um elenco mais envelhecido e performances que têm causado preocupação ao técnico Zlatko Dalic.
O treinador classificou a derrota para a Inglaterra como a pior atuação defensiva em bolas paradas de seus nove anos no comando da seleção. Ele também não ficou satisfeito com o desempenho na vitória apertada sobre o Panamá.
Agora, sua equipe terá pela frente uma seleção ganesa sólida defensivamente, que conseguiu neutralizar o ataque inglês e mostrou evolução após uma preparação pouco animadora para o torneio.
Gana chegou à Copa após perder quatro partidas consecutivas depois de garantir a classificação, sequência que culminou na demissão do técnico Otto Addo.
Seu substituto, Carlos Queiroz, teve pouco tempo para trabalhar. O treinador comandou apenas um amistoso antes do início do Mundial, mas, em sua quinta participação consecutiva em Copas do Mundo, conseguiu devolver à equipe a consistência defensiva exibida durante as Eliminatórias, quando sofreu apenas seis gols em dez jogos.