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    porto velho, terça-feira 9 de junho de 2026

Grupo C do Brasil na Copa do Mundo: o que a Seleção precisa fazer para avançar

O Brasil inicia sua jornada na Copa do Mundo de 2026 enfrentando Marrocos, e a expectativa é alta para garantir vitórias no grupo...


ASSESSORIA

Publicada em: 08/06/2026 15:24:14 - Atualizado

Foto: Reprodução

Quando o sorteio da Copa do Mundo de 2026 colocou o Brasil no Grupo C ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti, a reação imediata da maioria dos observadores foi de alívio. Para quem fizer uma aposta no torneio, o grupo parece tranquilo no papel para uma seleção da qualidade do Brasil. Mas o futebol de torneios costuma punir suposições, e a Seleção precisará encarar as três partidas com a seriedade que o profissionalismo de Ancelotti exige.

Primeiro jogo: Brasil x Marrocos, 13 de junho

A partida de estreia no MetLife Stadium, em Nova Jersey, é o jogo mais importante da fase de grupos. Marrocos não é uma equipe a ser subestimada. Chegou às semifinais da Copa do Mundo de 2022, derrotando Espanha e Portugal pelo caminho, e sob o comando do novo técnico Mohamed Ouahbi mantém a maior parte daquele elenco: Achraf Hakimi na lateral direita, Noussair Mazraoui na outra lateral, Brahim Diaz no ataque e uma unidade defensiva que está entre as mais bem organizadas do futebol internacional.

Espera-se que o Brasil vença, mas a capacidade de Marrocos de absorver a pressão e punir os adversários no contra-ataque significa que a Seleção não pode se dar ao luxo de ser descuidada com a posse de bola. O resultado desta partida determinará quase certamente quem lidera o grupo, já que ambas as equipes provavelmente vencerão o Haiti e a Escócia. Uma vitória do Brasil garante uma passagem tranquila pela fase de grupos. Um empate torna a última rodada de jogos mais complicada.

Segunda partida: Brasil x Haiti, 19 de junho

O Haiti faz sua primeira aparição na Copa do Mundo desde 1974 e chega como claro azarão do grupo. Classificado em 83º lugar no ranking mundial, o time se classificou ao vencer seu grupo da CONCACAF sem disputar uma única partida em casa, o que demonstra sua resiliência e espírito coletivo. Seu artilheiro, Duckens Nazon, é uma ameaça nas transições, e o técnico Sébastien Migné montará o Haiti para ser compacto, disciplinado e perigoso nos contra-ataques.

Para o Brasil, o desafio é manter a intensidade contra um adversário que vai se posicionar recuado e convidá-los a avançar com a bola. Ancelotti conhece esse padrão por ter comandado times de elite europeus contra adversários defensivos, e seu trio de ataque formado por Vinicius, Raphinha e outros deve ter a criatividade e a objetividade necessárias para desmontar a estrutura defensiva haitiana. Mas eles precisam fazer isso com eficiência e sem sofrer gols no contra-ataque.

Terceiro jogo: Brasil x Escócia, 24 de junho

O último jogo da fase de grupos em Miami provavelmente será uma formalidade se o Brasil tiver conquistado pontos contra Marrocos e o Haiti. A Escócia, que retorna à Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998, é uma equipe competitiva e bem organizada sob o comando de Steve Clarke, construída com base na força em jogadas ensaiadas, disciplina defensiva e a influência criativa de Scott McTominay no meio-campo. Eles estarão motivados pela ocasião e pela espera de 28 anos por este momento.

O histórico do Brasil contra a Escócia na Copa do Mundo é desigual. Os dois empataram em 0 a 0 em 1974, o que a Escócia comemorou como uma vitória moral, e o Brasil venceu os três confrontos seguintes, incluindo uma vitória por 2 a 1 na estreia de 1998. Um resultado semelhante em Miami garantiria à Seleção a classificação na liderança do grupo.

A questão do saldo de gols

Uma lição das últimas Copas do Mundo é que o saldo de gols pode ser extremamente importante na fase de grupos. Para quem acompanha o mercado de bet na Copa do Mundo sobre os vencedores dos grupos e o número de gols marcados por time, o poder ofensivo do Brasil significa que a equipe deve buscar vitórias confortáveis, em vez de vitórias apertadas. A formação de Ancelotti, com Vinicius no centro e a amplitude total de Raphinha e outros, foi projetada para atacar com variedade e volume.

O Grupo C é do Brasil para perder. O futebol determinará se a Seleção vai tratá-lo como tal.


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