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    porto velho, quarta-feira 17 de junho de 2026

Moraes dá 24 horas para defesa esclarecer arma apreendida de Bolsonaro

Militar parado em blitz disse que arma que carregava sem documentação pertence ao ex-presidente...


SBT NEWS

Publicada em: 16/06/2026 15:18:00 - Atualizado

Foto: Reprodução

BRASIL - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (16) que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique em até 24 horas o boletim de ocorrência no qual um militar atribui a posse de uma arma de fogo ao ex-presidente.

Parado numa blitz da Lei Seca nesta segunda-feira (15), em Taguatinga (DF), o sargento Estácio Leite da Silva Filho disse que a arma que carregava no carro e que estava sem documentação no local pertencia a Bolsonaro, segundo boletim de ocorrência.

Em depoimento, Estácio teria dito que estava levando o arma para reparos e que a devolveria a Bolsonaro nesta terça-feira.

Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro explique o motivo para que ele mantenha “uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente” e por que, “às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado [Bolsonaro] solicitou a realização de reparo no armamento”.

A BLITZ

O sargento do Exército foi levado à 21ª Delegacia de Polícia após a abordagem policial. Ele disse ser ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, mas não apresentou o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento necessário para o porte da pistola 9mm apreendida pela PM. No registro da ocorrência, a Polícia Civil afirmou que ausência do CRAF "não constitui ilícito com contornos criminais". Silva Filho disse aos policiais que estava com a arma para realizar reparos nela. Após prestar esclarecimentos, foi liberado. A Polícia Civil apura o caso e comunicou o episódio ao gabinete de Moraes, responsável pela execução penal de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Em nota, o GSI informou que "não realiza a segurança de ex-presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro", e afirmou que servidores à disposição de ex-mandatários "são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI".


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