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porto velho, segunda-feira 6 de julho de 2026

MUNDO: O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) que dissolverá seu governo na Faixa de Gaza, uma medida que, segundo especialistas, pressiona Israel, uma vez que o progresso do plano de cessar-fogo mediado pelos EUA estagnou.
Ismail al-Thwabta, chefe do GMO (Gabinete de Mídia do Governo) do Hamas, afirmou que o grupo militante está pronto para transferir a administração para o comitê tecnocrata palestino encarregado de governar o território, conforme previsto no acordo.
O comunicado do Hamas não mencionou o desarmamento — uma das principais exigências da segunda fase do acordo de cessar-fogo, algo que o grupo tem recusado até o momento.
O anúncio pouco altera a situação no terreno, onde o Hamas e suas forças de segurança mantêm controle firme sobre a parte de Gaza não ocupada pelos militares israelenses.
No entanto, a medida simbólica volta a colocar o foco do acordo de cessar-fogo em Israel, uma vez que o presidente Donald Trump tem pressionado o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a avançar com elementos do plano.
Isso inclui o estabelecimento de "áreas-piloto" no território palestino, nas quais a população viveria sob a gestão do comitê tecnocrata.
O Hamas apelou aos mediadores e à comunidade internacional para que pressionem Israel a permitir a entrada do comitê em Gaza.
“Convocamos todas as partes interessadas e relevantes a acelerar imediatamente os trâmites para que o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) entre em ação rapidamente e assuma suas atribuições e responsabilidades nacionais e administrativas, a fim de fortalecer a resiliência do nosso nobre povo palestino e curar suas feridas”, disse al-Thwabta em um comunicado no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, na Cidade de Gaza.
O Conselho de Paz, criado para promover o acordo de cessar-fogo, afirmou ter "tomado nota" do anúncio do Hamas, mas que aguardaria "ações, não promessas".
Em uma declaração na rede social X, o conselho instou o Hamas a se desarmar, afirmando: "O princípio fundamental continua sendo: uma autoridade, uma lei e uma arma".