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porto velho, quinta-feira 8 de janeiro de 2026

PORTO VELHO (RO) - No mundo da política, muitas vezes o que é dito, mas não formalizado no papel, acaba se perdendo como palavras ao vento. Essa tem sido a realidade enfrentada pelo governador de Rondônia, Marcos Rocha, anunciado em agosto como presidente estadual do União Brasil, mas que, até o momento, não conseguiu se efetivar no cargo nem assumir o controle da legenda.
O anúncio foi feito pelo presidente nacional do partido, Antônio Rueda, porém, nos registros oficiais do União Brasil, o presidente estadual segue sendo o ex-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves — personagem que, mesmo sem nunca ter ocupado um cargo eletivo, tornou-se um dos principais protagonistas da política rondoniense nos últimos anos.
“O governador já fez Rondônia progredir muito e agora, à frente da Federação União Progressistas e do União Brasil no estado, terá o grande desafio de fortalecer ainda mais a legenda. Estamos confiantes de que, sob sua condução, o partido vai crescer em Rondônia”, afirmou Rueda à época do anúncio, mas não cumpriu com a palavra.
Apesar disso, na prática, Rocha permanece sem o comando efetivo do União Brasil. Embora seja o presidente da federação União/PP, que disputará as eleições de 2026, essa posição não tem lhe garantido segurança nem poder real dentro do União, tampouco no Progressistas, partido que já possui lideranças consolidadas e decisões internas bem definidas.
Dessa forma, o governador chega ao último ano de seu mandato — após quase uma década no comando do Estado — sem conseguir ter o comando da sigla a qual pertence.
Apesar de tantas entregas feitas e sendo o mais forte candidato ao senado, Rocha segue administrando o dilema de sair ou não na disputa.