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porto velho, quarta-feira 1 de julho de 2026

PORTO VELHO - RO - As recentes críticas do deputado federal e pré-candidato ao Senado Fernando Máximo à situação da saúde pública em Rondônia têm provocado debates no meio político sobre sua própria participação na gestão do setor nos últimos anos.
Antes de chegar à Câmara dos Deputados, Fernando Máximo comandou a Secretaria Estadual de Saúde durante boa parte do primeiro mandato do governador Marcos Rocha, período em que esteve à frente das principais decisões administrativas e dos projetos estruturantes da pasta.
Embora seja papel do Parlamento fiscalizar e cobrar melhorias da administração pública, interlocutores do meio político avaliam que o histórico de gestão do parlamentar inevitavelmente passa a integrar a discussão sobre os problemas que ainda persistem na rede estadual de saúde.
Entre os temas frequentemente mencionados está o projeto do Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia (Heuro). O deputado sustenta que deixou o empreendimento encaminhado durante sua passagem pela secretaria, enquanto críticos lembram que as etapas iniciais do projeto, incluindo modelagem administrativa, estudos preparatórios e procedimentos licitatórios, ocorreram justamente durante sua gestão.
Na ocasião do leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, autoridades estaduais, entre elas o então secretário Fernando Máximo e o governador Marcos Rocha, participaram da cerimônia e classificaram o projeto como um marco histórico para a saúde rondoniense.
Entretanto, dificuldades posteriores levaram o Estado a interromper o contrato após questionamentos sobre a capacidade da empresa vencedora de executar a obra, resultando em novos atrasos na construção do hospital, aguardado há anos pela população.
Outro ponto frequentemente destacado pelo parlamentar é a aquisição de uma unidade hospitalar durante o período da pandemia da Covid-19. Especialistas em gestão pública observam, porém, que decisões dessa magnitude normalmente envolvem não apenas a secretaria responsável, mas também diversas áreas do governo e a participação direta do chefe do Poder Executivo.
O debate em torno da saúde pública estadual, portanto, acaba incluindo tanto os desafios atuais da gestão quanto o legado das administrações anteriores, especialmente daqueles que ocuparam posições estratégicas na condução das políticas do setor.
Para analistas políticos locais, especializados no tema, Máximo, antes de criticar, deve olhar para o próprio umbigo.