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    porto velho, segunda-feira 1 de junho de 2026

Correios amarga prejuízo de R$ 3,1 bilhões no início de 2026: "Situação desesperadora"

Resultado negativo quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado; empresa atribui cenário a pressões operacionais e segue executando plano de reestruturação


oglobo

Publicada em: 01/06/2026 17:25:32 - Atualizado

Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo demonstrações financeiras aprovadas pelo Conselho de Administração da empresa. O resultado significa que a estatal gastou mais do que arrecadou nos três primeiros meses do ano.

O rombo é significativamente maior do que o registrado no mesmo período de 2025, quando a empresa teve perdas de R$ 1,7 bilhão. Na prática, o prejuízo quase dobrou em um ano.

Os números mostram que os Correios continuam enfrentando dificuldades para equilibrar as contas. A receita obtida com a venda de serviços caiu de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões, enquanto despesas administrativas e financeiras cresceram de forma expressiva. As despesas gerais e administrativas passaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões, e os gastos financeiros saltaram de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões.

No relatório, a empresa afirma que enfrenta uma combinação de fatores que pressiona os resultados. Entre eles estão a redução da demanda por serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais, reajustes salariais, crescimento de despesas judiciais e a concorrência cada vez maior no mercado de encomendas e logística.

“Nos últimos exercícios, a empresa vem enfrentando pressões relevantes sobre sua geração de caixa e seus resultados, decorrentes, principalmente, da redução das receitas em serviços postais tradicionais, do aumento dos custos operacionais influenciados por inflação, reajustes salariais e passivos judiciais, bem como da intensificação da concorrência em segmentos logísticos de maior rentabilidade. Soma-se a esses fatores a necessidade de manutenção de estrutura operacional com elevada capilaridade, em decorrência da obrigação legal de prestação do serviço postal universal”, diz a estatal.


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