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    porto velho, terça-feira 16 de junho de 2026

Suspeito de matar vizinha por água em São Paulo é preso pela Polícia Civil antes de fuga

Francisco de Assis Lopes dos Santos usava identidade do irmão; Polícia Civil afirma que ele estava de malas prontas para deixar São Paulo


Redação

Publicada em: 15/06/2026 09:39:21 - Atualizado


A Polícia Civil prendeu Francisco de Assis Lopes dos Santos, de 65 anos, acusado de matar a vizinha Sabrina da Silva, de 42, durante uma briga por água em Guarujá , no litoral de São Paulo.

Ele estava foragido desde 27 de abril e foi encontrado na madrugada de sábado (13), em Peruíbe. A prisão ocorreu depois que investigadores receberam a informação de que Francisco se preparava para deixar o estado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ele estava escondido em uma casa no bairro Jardim dos Prados, onde foi cumprido um mandado de prisão temporária.

O caso ganhou novo desdobramento porque, de acordo com a Polícia Civil, Francisco tentava dificultar a própria identificação. No momento da captura, os agentes constataram que ele usava a identidade do irmão.

Sabrina foi baleada na cabeça após uma discussão perto da avenida Vereador Lydio Martins Corrêa, em Guarujá. Ela chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Santo Amaro, mas não resistiu.

Em depoimento, Francisco admitiu ter feito os disparos, segundo a Polícia Civil. Ele afirmou, porém, que o alvo seria o marido de Sabrina, com quem discutia no momento do crime.

Briga começou por abastecimento de água

A discussão que terminou na morte de Sabrina começou por causa do abastecimento de água entre imóveis vizinhos.

    Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que Francisco teria fechado uma mangueira que levava água para a casa da vítima. A suspeita é que ele tenha feito isso para priorizar outro imóvel.

    A atitude deu início a uma discussão com o marido de Sabrina. A vítima chegou a sair do local, mas voltou minutos depois para entregar a mangueira ao companheiro, que tentaria resolver o problema.

    Foi nesse momento que a situação piorou. Uma amiga de Sabrina contou à polícia que ouviu a vítima pedir para que Francisco não atirasse.

    “Pelo amor de Deus, não faz isso”, teria dito Sabrina, segundo o relato da testemunha.

    Em seguida, três disparos foram ouvidos. Quando a amiga foi verificar o que havia acontecido, encontrou Sabrina caída no chão.

    A Prefeitura de Guarujá informou, na época, que equipes do Samu prestaram os primeiros socorros e encaminharam a vítima ao Hospital Santo Amaro. Sabrina morreu depois de dar entrada na unidade.


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