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porto velho, segunda-feira 6 de julho de 2026

Pré-candidato à Presidência da República e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será uma das testemunhas na audiência pública, que começa nesta segunda-feira (6/7), para discutir investigação que pode culminar em taxação de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O Brasil é acusado de práticas “irrazoáveis”.
A possibilidade de taxação decorre de apuração realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Flávio Bolsonaro anunciou que fará um discurso contra as taxas, mas para impedir que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fature politicamente, ou seja, avance com o discurso de soberania.
O governo brasileiro enviou na semana passada ao USTR um documento em que rebate as acusações de práticas “irrazoáveis”.
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Entre outros pontos, o documento reage às acusações de práticas desleais de comércio e cita o Pix, desmatamento ilegal e defende a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A carta pode ser entendida como um posicionamento oficial do governo brasileiro enviado ao USTR.
Na petição para participar da audiência, Flávio, cuja participação na audiência estpa prevista para esta terça-feira (7/7), tenta fazer um equilíbrio de interesses. Aliado do presidente norte-americano, Donald Trump, o senador começa fazendo uma ressalva de que o posicionamento dele não seria “ambíguo” e sugere que a investigação não seja abandonada.
Flávio se posiciona contra as tarifas e justifica, sem citar Lula diretamente, que a taxação representaria uma vitória para o adversário.
“Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que ele tem adotado: protelar negociações sérias, provocar Washington a retaliar e, então, transformar essa retaliação em uma vitória política interna”, escreveu Flávio.
O blogueiro Paulo Figueiredo, apoiador da família Bolsonaro, também está inscrito para se pronunciar na audiência desta segunda e declarou no pedido para participar que vai depor contra a tarifa de 25%.