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    porto velho, terça-feira 7 de julho de 2026

Flávio defende o Brasil em audiência contra tarifas dos EUA; Governo Lula não manda ninguém

Governo Trump pode aplicar tarifas retaliatórias de até 25% a produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.


terra

Publicada em: 07/07/2026 09:58:54 - Atualizado


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não enviou um representante oficial para participar da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que discute a investigação comercial aberta contra o Brasil e a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão fez com que o senador Flávio Bolsonaro se tornasse o principal brasileiro a falar durante a sessão, embora sem qualquer caráter oficial de representação do Estado brasileiro.

A participação de Flávio ocorre por iniciativa própria, após o parlamentar solicitar espaço para apresentar argumentos em defesa da suspensão das tarifas e da continuidade das negociações entre Brasil e Estados Unidos. Sua fala está prevista para durar cerca de cinco minutos e também abordará temas como o PIX e as relações comerciais entre os dois países.

Embora o governo federal tenha optado por não designar um representante para discursar na audiência, as negociações diplomáticas seguem sendo conduzidas pelos canais oficiais entre o Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e autoridades americanas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Embaixada do Brasil em Washington enviou apenas uma observadora para acompanhar os debates, sem participação nas exposições.

Na prática, a ausência de um representante do governo abre espaço para que Flávio Bolsonaro seja o único político brasileiro a apresentar argumentos diretamente às autoridades americanas durante a audiência pública. Apesar disso, sua participação é de caráter parlamentar e não representa oficialmente a posição do Estado brasileiro nas negociações comerciais.


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