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porto velho, segunda-feira 20 de julho de 2026

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, convocou caminhoneiros a parar nos portos do país a partir da 0h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13). A pressão mira o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e a votação da chamada MP do Frete.
A orientação divulgada pelo dirigente é para que os motoristas não iniciem novas viagens enquanto aguardam uma definição do Senado. A convocação não informa quais portos serão afetados, quanto tempo a paralisação deve durar nem apresenta estimativa de adesão. Se houver interrupção na entrada e saída de caminhões, operações de carga e descarga podem enfrentar atrasos.
Chorão afirma que a categoria tenta há duas semanas garantir a votação da Medida Provisória 1.343/2026
Não vamos aceitar perder esta MP, não vamos aceitar caducar. Wallace Landim
Segundo ele, há uma sinalização de que o texto poderá entrar na pauta na terça-feira (14), mas a mobilização será mantida até que a análise seja confirmada. A convocação foi divulgada em vídeo na noite de domingo (12).
O prazo é curto. A Câmara dos Deputados aprovou a MP em 17 de junho, sob relatoria do deputado federal Zé Trovão (PL). Desde 30 de junho, porém, a proposta aparece como “aguardando leitura” no Plenário do Senado. O texto está em regime de urgência e perde a validade na quinta-feira (16), segundo o sistema oficial do Congresso Nacional.
A convocação da Abrava não representa todas as entidades dos caminhoneiros. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) também reclama da demora no Senado, mas não aderiu à paralisação.
Em nota, a confederação afirmou quee uma eventual parada depende de decisões tomadas pelos sindicatos, após assembleias em suas bases. A CNTA informou que continuará negociando com o governo e com o Congresso.
A posição deixa em aberto o alcance dos atos anunciados para esta segunda-feira. A manifestação da entidade foi enviada à Gazeta do Povo.
A MP do Frete obriga o cadastramento das operações de transporte de cargas e a geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). O sistema poderá impedir a emissão do código quando o valor contratado ficar abaixo do piso fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A versão aprovada pela Câmara também cria um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas empregados em viagens de longa distância. A regra alcança trabalhadores que permanecem por mais de 24 horas longe da residência ou da base da empresa.