Fundado em 11/10/2001
porto velho, segunda-feira 27 de abril de 2026

PORTO VELHO-RO — Em meio ao debate pré-eleitoral que começa a ganhar corpo em Rondônia, o pré-candidato ao Senado Amir Lando-MDB tem adotado um tom distinto: menos confronto, mais proposta. No centro de sua agenda, um ponto sensível e cada vez mais urgente — a inserção da juventude no mercado de trabalho diante das transformações tecnológicas.
Durante recentes manifestações públicas, Lando chamou atenção para os efeitos já visíveis da automação, da inteligência artificial e da robotização sobre as formas tradicionais de emprego. Para ele, não se trata de um fenômeno distante, mas de uma mudança estrutural que exige respostas imediatas. “Estamos diante de uma transição silenciosa, mas profunda, que pode excluir quem não estiver preparado”, tem alertado.
A crítica do ex-senador não se limita ao diagnóstico. Segundo ele, tanto o Brasil quanto Rondônia ainda caminham atrás dessa realidade, sem políticas consistentes de formação voltadas às novas exigências do mercado. Defende, por isso, um modelo de qualificação que una conhecimento técnico e valores humanos, evitando que o avanço tecnológico desumanize as relações de trabalho.
A preocupação mais incisiva recai sobre os jovens. Lando aponta que há uma geração que se prepara, estuda e busca qualificação, mas esbarra na ausência de oportunidades concretas. O resultado, segundo ele, é um deslocamento forçado: jovens deixando suas cidades, afastando-se de suas raízes e, muitas vezes, rompendo vínculos familiares em busca de um primeiro emprego que não encontram localmente.
Dentro dessa leitura, o pré-candidato sustenta que a pauta do primeiro emprego precisa sair do campo retórico e ganhar densidade prática. Para ele, não basta investir em educação se não houver políticas capazes de absorver essa mão de obra. “Formar sem empregar é empurrar o jovem para fora do seu próprio futuro”, tem reiterado em tom direto.
Ao projetar uma eventual atuação no Senado, Lando sinaliza que pretende priorizar iniciativas que integrem educação, inovação e desenvolvimento regional, com foco na geração de emprego e renda para a juventude. A proposta passa por estimular ambientes produtivos locais, incentivar novos negócios e criar pontes reais entre formação e mercado.
Sem recorrer a embates ideológicos, o ex-senador aposta em uma linha programática centrada na prevenção de um problema que já se desenha. No cálculo político de Lando, investir na juventude não é promessa — é medida de urgência para evitar que o futuro chegue antes do preparo necessário.