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    porto velho, segunda-feira 27 de abril de 2026

Esquerda de Rondônia patina na pré-campanha e amplia risco de isolamento eleitoral

Atualmente com presença reduzida nos espaços de poder — limitada a uma única parlamentar e sem representação nas câmaras municipais...


Redação

Publicada em: 26/04/2026 11:22:29 - Atualizado

PORTO VELHO (RO) — Em meio às movimentações que antecedem o processo eleitoral de 2026, a esquerda rondoniense atravessa um período de fragilidade política, marcado por baixa representatividade institucional, indefinições estratégicas e disputas internas que dificultam a construção de um projeto competitivo no estado.

Navegando na maré contrária do Bolsonarismo e, atualmente com presença reduzida nos espaços de poder, limitada a uma única parlamentar e sem representação nas câmaras municipais — o campo progressista enfrenta dificuldades para ampliar sua base e consolidar lideranças. Nos bastidores, dirigentes partidários reconhecem que o principal desafio é sair de uma condição de isolamento político e retomar protagonismo no debate público.

Um fator grave também atrapalha esses planos: Parte das articulações ainda gira em torno de uma eventual candidatura do senador Confúcio Moura-MDB ao Senado, nome considerado estratégico dentro do espectro da esquerda local, mas que tem como estratégia em todos os pleitos que participou, definir sua entrada para valer, apenas aos 45 minutos do segundo tempo. No entanto, a indefinição sobre sua participação no pleito é danosa e mantém o grupo em compasso de espera, atrasando decisões mais amplas sobre alianças e composição de chapas.

No campo majoritário, o nome do ex-deputado federal Expedito Neto-PT surge como pré-candidato ao governo, em uma tentativa de unificação. Contudo, interlocutores apontam dificuldades na consolidação de sua identidade política dentro do campo progressista, o que limita a adesão de setores tradicionais da esquerda.

Além disso, outras possíveis candidaturas, 'as chamadas para cumprir sacrifício', são ventiladas, ainda sem grande densidade eleitoral. Pelo PSB, o nome cogitado é do advogado Samuel Costa, com articulação vinculada ao grupo de Vinicius Miguel, e que teve dificuldade em realizar um trabalho elogiável no Meio ambiente. Já o PSOL considera a possibilidade de lançar Luís Carlos Teodoro, ilustre desconhecido dos meios políticos, enquanto o PT mantém discussões internas visando unificar apenas uma candidatura para diminuir o racha que se instalou.

O cenário, avaliado por analistas políticos locais, aponta para uma fragmentação que compromete a competitividade do bloco. A ausência de unidade e de uma estratégia clara tende a dificultar o avanço da esquerda para um eventual segundo turno, sobretudo diante de adversários mais organizados no campo da direita e centro-direita, que acompanham com atenção os movimentos dos rivais.

Nos bastidores, lideranças reconhecem que o tempo para ajustes é curto e a demora de Confúcio atrapalha. Sem convergência política e fortalecimento de bases, a esquerda corre o risco de chegar ao processo eleitoral ainda sem o fôlego necessário para disputar em condições de igualdade, mesmo precisando fazer palanque para Lula no estado.


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