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    porto velho, segunda-feira 27 de abril de 2026

'Educação está dominada por disputa política e jovens ficam em segundo plano", diz Suamy

Durante a entrevista, o professor afirmou que o discurso de valorização dos jovens não se sustenta na prática. Segundo ele, existe uma distância clara entre o que é propagado...


Redação

Publicada em: 27/04/2026 15:54:47 - Atualizado

Foto: Rondonoticias

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta segunda-feira (27/4) recebeu o ex-secretário de Estado da Educação, professor Suamy Lacerda, que fez críticas diretas à condução das políticas públicas educacionais no país e apontou falta de compromisso efetivo com a formação da juventude.

Durante a entrevista, o professor afirmou que o discurso de valorização dos jovens não se sustenta na prática. Segundo ele, existe uma distância clara entre o que é propagado e o que de fato é executado. Ele destacou que não há uma política estruturada que priorize os estudantes e prepare o futuro do país. “Fala-se que o jovem é o futuro, mas não existe política pública de prestígio para essa juventude”, declarou.

Foto: Reprodução

Suamy também chamou atenção para a ausência de integração entre setores fundamentais, como educação e segurança pública. Para ele, essa desconexão compromete diretamente o desenvolvimento social e contribui para o agravamento de problemas estruturais. “Se tudo passa pela educação, por que não vemos autoridades trabalhando juntas dentro das escolas?”, questionou.

Com experiência como diretor e gestor da área, ele reforçou que a falta de alinhamento entre instituições impede avanços concretos. Segundo o ex-secretário, a educação deveria ser o principal eixo de transformação social, mas acaba sendo tratada de forma secundária, sem articulação eficiente.

Outro ponto abordado foi o excesso de mudanças nas políticas educacionais a cada troca de gestão. Para Suamy, essa prática prejudica a continuidade de projetos e impede resultados consistentes. “Cada ministro que entra quer mudar tudo e inventar a roda, em vez de dar sequência ao que já funciona”, afirmou.

Ao analisar o histórico de investimentos, ele lembrou que o país já destinou cerca de 5% do PIB para a educação, mas ressaltou que apenas o volume de recursos não garante qualidade. Para ele, o problema está na forma como as políticas são conduzidas e na falta de foco real nos estudantes.

A entrevista trouxe ainda reflexões sobre a necessidade de fortalecer a educação profissional e ampliar oportunidades para jovens, apontando que o caminho para o desenvolvimento passa, obrigatoriamente, por uma política educacional mais consistente e integrada.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI:


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