• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, segunda-feira 6 de julho de 2026

CBF precisa demitir o técnico Carlo Ancelotti após vexame da seleção na Copa do Mundo

Técnico italiano mostrou total desconexão com o futebol brasileiro e entrou para a história como o 1º em 36 anos a cair nas oitavas


r7

Publicada em: 06/07/2026 09:30:32 - Atualizado


Se eu fosse o presidente da CBF, teria demitido Carlo Ancelotti minutos depois da entrevista coletiva do jogo contra a Noruega. Não apenas pela eliminação decepcionante nas oitavas de final da Copa do Mundo — o Brasil não caía fora de um Mundial tão cedo desde 1990. Mas, principalmente, pelo estilo retranqueiro do italiano à frente da seleção, que se notabilizou pelo jogo bonito.

É inaceitável que o Brasil enfrente um adversário comum como a Noruega e passe o jogo inteiro dando a bola para ele. Aos 30 minutos do segundo tempo, com o placar de 0 a 0 e os noruegueses derretendo no calor de New Jersey, o time de Ancelotti marcava com linha baixa e não se importava de o rival fazer trocas de bola que duravam até dois minutos.

O motivo? Medo de Haaland ficar no mano a mano com os zagueiros brasileiros. E adivinha o que aconteceu: com a defesa plantada, a seleção levou um gol de cabeça do norueguês. O único jogador diferente dos nórdicos.

Ninguém vai me convencer de que a Noruega tem mais qualidade que o Brasil. Nem uma seleção formada apenas por atletas que atuam na Série A seria inferior à equipe de Ståle Solbakken.

Você pode argumentar que o pênalti perdido por Bruno Guimarães e a chance clara de Endrick foram determinantes. Pra mim, ficou claro que o Brasil não se impôs. Falha imperdoável.

Ancelotti não combina com o futebol brasileiro. E nunca combinará. O fato de ser o maior vencedor da história me fez imaginar que ele poderia vingar na seleção. Ledo engano.

Ao longo do Mundial, o italiano mostrou, além da retranca, que, para alguns atletas, o nome vale mais do que tudo. Não fosse assim, Casemiro teria perdido sua condição de titular depois dos 45 minutos ridículos diante de Marrocos.

Errar ao contratar Ancelotti é perdoável. Eu também teria errado. Mas ter renovado com ele antes da Copa do Mundo foi uma enorme maluquice de Samir Xaud, presidente da CBF.

O que o italiano havia feito para merecer a prorrogação do contrato por mais quatro anos, e com o maior salário da América do Sul? Porque ele ganha R$ 5 milhões mensais.

Agora, demiti-lo custará um caminhão de dinheiro. Se é que Samir e companhia terão coragem de corrigir esse enorme erro de rota.

Quem poderia substituir Ancelotti na seleção

A pergunta que você deve estar se fazendo é qual seria um bom nome para o lugar de Ancelotti? Certamente, nenhum treinador brasileiro. Renato Gaúcho não tem conhecimento tático para tal. Filipe Luís e André Jardine são totalmente inexperientes para um cargo desse tamanho. Os demais, nem se fala.

Eu já teria telefonado para Pep Guardiola. O espanhol, que tem tudo a ver com o futebol brasileiro, está desempregado após não renovar com o Manchester City. O mesmo Guardiola que havia dito a jogadores brasileiros como Daniel Alves, muitos anos atrás, sobre sua vontade de treinar o Brasil.

Ah, mas ele vai pedir uma fortuna. E merece. A CBF arrecada mais de R$ 1 bilhão por ano e tem capacidade financeira para fazer de Guardiola o treinador mais bem pago do mundo sem colocar suas finanças em risco.

Se Guardiola nem assim aceitasse, meu escolhido seria Jorge Jesus. Mas precisaria ser rápido, porque ele é o mais cotado para assumir a seleção portuguesa após o Mundial.

Jorge Jesus mostrou nos tempos de Flamengo que é ofensivo. Gosta de jogar com bola. Empurrando o adversário para trás. E ele conhece o futebol brasileiro melhor do que quase todos os outros estrangeiros que poderiam ser cogitados.

Minha única certeza é: com Ancelotti, a seleção nunca terá seu DNA ofensivo.


Fale conosco