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porto velho, domingo 10 de maio de 2026

Há quase 16 anos, a mãe de Eliza Samudio convive com luto lado a lado, principalmente porque nunca pôde fazer um velório ou sepultar a filha. Em conversa com o Terra, Sônia Moura desabafou sobre todo esse tempo sem ao menos saber ao menos onde está o corpo da jovem, morta aos 25 anos.
“É difícil você lidar com esse sentimento, porque o luto dessa forma, sem você ter virado essa página, é dolorido”, afirma. “Estou presa no luto, na dor. Então eu falo que eu enterro a minha filha todos os dias, e o túmulo da minha filha é o meu quarto”, reflete emocionada.
Ela conta que é no cômodo que chora a saudade e vive essa dor. “Muitas pessoas podem me ver sorrindo muitas vezes, mas não sabem o peso que eu carrego, o peso da dor, o peso das incertezas, sabe?”, declara.
Segundo a investigação, Eliza desapareceu em 4 de junho de 2010, enquanto brigava na justiça para que Bruno Fernandes das Dores de Souza, conhecido como goleiro Bruno, reconhecesse a paternidade do filho, Bruninho, então com 4 meses.
Pouco depois, a polícia recebeu denúncias anônimas que levaram ao paradeiro do bebê e às primeiras pistas de que Eliza teria sido levada para uma propriedade de Bruno, em Minas Gerais, e morta. Antes de ser vítima do crime, ela denunciou Bruno por obrigá-la a tomar remédios para abortar após revelar que estava grávida. O corpo da jovem, no entanto, nunca foi localizado.