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    porto velho, sábado 7 de março de 2026

Rio entra em estágio de atenção durante megaoperação policial que deixa mais de 60 mortos

Ação para prender lideranças criminosas conta com 2,5 mil policiais...


Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Publicada em: 28/10/2025 14:56:32 - Atualizado

October 28, 2025, Rio De Janeiro, Rio De Janeiro, Brasil: Rio de Janeiro (RJ), 10/28/25 - Police/Security - Mega-operation with the support of 2,500 police officers, in the Penha and Alemao complexes, to combat trafficking and vehicle theft, this Tuesday, October 28, 2025. (Foto: José Lucena/Thenews2/Zumapress) (Credit Image: © Jose Lucena/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire)
© Reuters/Jose Lucena/Proibida reprodução

BRASIL - O município do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 de atenção, o que significa risco de ocorrência de alto impacto, por conta da operação das polícias Militar e Civil deflagrada nesta terça-feira (28) na região dos complexos da Penha e do Alemão. De acordo com o governo do estado, a ação mobiliza 2,5 mil policiais civis e militares para prender lideranças criminosas e impedir o fortalecimento do Comando Vermelho.

Segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, vias no entorno dos complexos do Alemão, Penha, Chapadão, São Francisco Xavier, na zona norte; Freguesia, em Jacarepaguá; e Taquara, na zona sudoeste, passam por interdições temporárias em função de ocorrências policiais.

Segundo a Rio Ônibus, mais de 100 linhas tiveram os itinerários alterados. De acordo com a Mobi-Rio, os corredores Transbrasil e Transcarioca do BRT, além dos serviços de conexão do BRT, foram impactados pelas ocorrências.

As recomendações da prefeitura são:

  • Evite circular nas regiões impactadas pelas ocorrências policiais;
  • Permaneça em local seguro;
  • Mantenha-se informado através dos meios de comunicação e canais oficiais do COR;
  • Baixe o aplicativo do COR.Rio, disponível para Android (http://bit.ly/appcor_android) ou iOS (http://bit.ly/appcor_ios );
  • Se necessário, use os telefones de emergência 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros).

A operação, que ainda está em curso, deixou pelo menos 60 mortos. De acordo com o governo do estado, até o momento, 81 pessoas foram presas, ​72 fuzis apreendidos e "grande quantidade de drogas ainda em contabilização".

Members of the military police special unit patrol a street during a police operation against drug trafficking at the favela do Penha, in Rio de Janeiro, Brazil October 28, 2025. REUTERS/Aline Massuca
Foto: Reprodução

Comissão

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) informou, em nota, que acompanha "com extrema preocupação a escalada de violência provocada pela megaoperação".

A comissão informou que vai oficiar o Ministério Público e as polícias Civil e Militar cobrando explicações sobre as circunstâncias da ação, "que transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie".

Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, deputada Dani Monteiro (PSOL), “nenhuma política de segurança pode se sustentar sobre esse banho de sangue”.

“O Estado não pode continuar tratando a vida de todas as vítimas como descartável, nem as favelas como território inimigo ou palco de espetáculo. É preciso garantir a proteção de moradores e policiais, priorizando direitos, inteligência e planejamento em vez de violência e terror”, afirmou a deputada.


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