• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quarta-feira 15 de julho de 2026

Pedido de impugnação amplia controvérsia sobre eleição no IPERON

O principal questionamento diz respeito aos problemas registrados no sistema eletrônico logo após a abertura da votação.


Redação

Publicada em: 15/07/2026 09:54:54 - Atualizado

PORTO VELHO-RO: A eleição destinada à escolha dos representantes dos segurados no Conselho de Administração do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (IPERON) passou a ser alvo de contestação formal. Um grupo de candidatos capitaneado por Marcelo de Freitas Oliveira, protocolou pedido de impugnação do pleito, alegando que falhas ocorridas durante a votação eletrônica podem ter comprometido a regularidade do processo.

O principal questionamento diz respeito aos problemas registrados no sistema eletrônico logo após a abertura da votação. Conforme relatado pelos candidatos, a plataforma apresentou instabilidade, impedindo ou dificultando o acesso de parte dos eleitores. Diante das falhas, a organização decidiu invalidar os votos computados no início do processo e reiniciar a votação, medida que, segundo os autores da representação, levanta dúvidas quanto à transparência, à igualdade de condições entre os concorrentes e à segurança do procedimento eleitoral.

A condução da eleição também passou a integrar o rol de questionamentos. Os candidatos afirmam que, em pleitos anteriores, a operacionalização da votação ficava a cargo de empresa especializada em eleições eletrônicas. Desta vez, porém, todas as etapas — desde a administração do sistema até a apuração dos votos — ficaram sob responsabilidade do próprio IPERON. Para os contestantes, essa alteração merece análise criteriosa a fim de verificar se a mudança influenciou a credibilidade da eleição.

O processo eleitoral foi convocado para preencher quatro vagas no Conselho de Administração da autarquia previdenciária, sendo três destinadas aos representantes dos servidores ativos e uma aos aposentados e pensionistas. Os eleitos exercerão mandato de três anos. A organização do pleito ficou sob responsabilidade da Comissão Eleitoral instituída pelo próprio Instituto, conforme as regras estabelecidas em edital publicado no Diário Oficial do Estado.

As críticas ao processo também repercutiram fora dos autos. Um dos candidatos, Mauro Roberto, divulgou vídeo nas redes sociais relatando supostas irregularidades e defendendo que todas as ocorrências sejam apuradas de forma rigorosa antes da homologação do resultado.

Até o momento, não há informação sobre a análise do pedido de impugnação pela instância competente. A apresentação do recurso, por si só, não produz efeitos automáticos sobre a validade da eleição. Caberá à Comissão Eleitoral examinar os fatos narrados e decidir se as inconsistências apontadas tiveram potencial para comprometer a lisura do pleito ou se são passíveis de correção sem necessidade de anulação da votação.


Fale conosco