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    porto velho, quarta-feira 15 de julho de 2026

Violência impõe rotina de medo em bairros de Porto Velho após sequência de homicídios

Em menos de uma semana, seis homicídios foram registrados em diferentes pontos da cidade


Redação

Publicada em: 15/07/2026 10:58:20 - Atualizado

foto reprodução

PORTO VELHO-RO: A escalada da violência registrada nos últimos dias em Porto Velho tem alterado a rotina de moradores de bairros periféricos da capital. Embora a Polícia Militar reforce que não existe qualquer determinação oficial de toque de recolher, o receio provocado pela atuação de facções criminosas tem levado muitas pessoas a evitar sair de casa durante a noite, especialmente nas regiões mais afetadas pelos recentes confrontos.

Em menos de uma semana, seis homicídios foram registrados em diferentes pontos da cidade, incluindo os residenciais Morar Melhor e Orgulho do Madeira, além das zonas Leste e Sul. Os crimes são investigados pela Polícia Civil e, segundo a Polícia Militar, estão relacionados à disputa entre organizações criminosas.

Na segunda-feira (13), a PM deflagrou uma operação que resultou na prisão de seis suspeitos apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Jairo Carneiro, os presos são investigados por participação em, pelo menos, quatro dos homicídios ocorridos recentemente na capital.

Durante a ação, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 que, conforme a corporação, havia sido furtado de uma agência bancária no início deste ano.

Apesar da ofensiva policial, um novo homicídio foi registrado na manhã de terça-feira (14). Anderson Arlesson Macedo Vieira, conhecido como "Boca Nua", foi encontrado morto com marcas de tiros na Estrada do Cartola, no bairro Cascalheira, zona Leste da cidade, elevando para seis o número de mortes violentas em poucos dias.

O clima de insegurança foi intensificado pela circulação de vídeos nas redes sociais que mencionavam um suposto toque de recolher imposto por facções criminosas. A Polícia Militar desmentiu a informação e esclareceu que não existe qualquer restrição oficial à circulação de pessoas, reforçando que o policiamento foi intensificado nas áreas consideradas mais sensíveis.

Mesmo sem confirmação oficial, moradores de bairros periféricos relatam mudanças na rotina em razão do medo. Em diversas localidades, o comércio passou a encerrar as atividades mais cedo e muitas famílias evitam permanecer nas ruas durante a noite, cenário que evidencia o impacto da violência no cotidiano da população.

Como parte da resposta às ações das facções, policiais militares também realizaram a retirada de pichações atribuídas a organizações criminosas nos muros do residencial Orgulho do Madeira. A ação foi acompanhada pelo sargento Machado e pelo comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Jairo Carneiro, e teve como objetivo reafirmar a presença do Estado em áreas consideradas estratégicas no combate ao crime organizado.

As forças de segurança informaram que as operações serão mantidas nos próximos dias para identificar outros envolvidos nos homicídios e conter o avanço das organizações criminosas na capital.


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