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porto velho, segunda-feira 3 de agosto de 2026

PORTO VELHO-RO: Moradores de comunidades localizadas ao longo do Baixo e Médio Madeira interditaram a RO-005 nesta segunda-feira em um protesto para chamar a atenção das autoridades estaduais para uma série de problemas enfrentados pela população da região. A mobilização reúne ribeirinhos, produtores rurais e lideranças comunitárias que reivindicam investimentos em infraestrutura, saúde e abastecimento de água.
Entre as principais cobranças está a recuperação das estradas vicinais, consideradas essenciais para o deslocamento de moradores, o transporte da produção agrícola e o acesso aos serviços públicos. Segundo os manifestantes, a precariedade das vias tem isolado diversas localidades, especialmente durante o período de chuvas.
Outra reivindicação é a ampliação e a melhoria do atendimento médico. De acordo com os moradores, as comunidades convivem com dificuldades para obter consultas, medicamentos e atendimento de urgência, situação que obriga muitos pacientes a percorrer longas distâncias em busca de assistência.
Os manifestantes também cobram soluções definitivas para o abastecimento de água potável nas comunidades ribeirinhas e do entorno, apontando que o acesso à água tratada ainda é um desafio para centenas de famílias.
A pauta inclui ainda a conclusão imediata das obras do Expresso Porto, empreendimento considerado estratégico para a logística regional. A estrutura atende à área onde estão instalados dois dos principais terminais do Arco Norte — os portos da Amaggi e da Bertolini — responsáveis pelo escoamento de grande parte da produção agrícola de Rondônia e de estados vizinhos.
O movimento reúne moradores de diversas localidades, entre elas Vila Chiquilito, Caldeirita, Agrovila Rio Verde, Nova Aliança, Brasileira, Bom Será, São Carlos, Calama e outras comunidades da região do Baixo e Médio Madeira.
Os manifestantes afirmam que a interdição da rodovia permanecerá até que representantes do poder público apresentem um cronograma de ações e assumam compromissos concretos para atender às demandas da população. Enquanto isso, o bloqueio provoca impactos no tráfego e na logística de uma das principais rotas de acesso à região.
