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    porto velho, terça-feira 27 de janeiro de 2026

Organização Mundial de Saúde alerta para risco de doenças devido às cheias em Moçambique

Prioridade é facilitar a ação das equipes de saúde no país...


agência brasil

Publicada em: 24/01/2026 11:17:15 - Atualizado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (23) para o risco de agravamento da situação de saúde das pessoas afetadas pelas cheias em Moçambique e pediu apoio internacional para o enfrentamento de doenças diarreicas, malária e infecções respiratórias agudas.

Em entrevista à ONU News, a chefe do programa de emergência da OMS em Moçambique, Sinésia Sitão, afirmou que a previsão de aumento de infecções exige reforço imediato de apoio para salvar vidas.

“Espera-se que nos próximos dias a situação de saúde dessas pessoas possa agravar-se como consequência dessas inundações. Nós apelamos ao mundo que apoie Moçambique a combater questões das doenças diarreicas, da malária e das infecções respiratórias agudas”, declarou.

Segundo ela, a prioridade é facilitar a atuação das equipes de saúde no país, com apoio logístico e capacitação que permitam a chegada de medicamentos às áreas mais afetadas, especialmente na província de Gaza, a mais atingida pelas inundações.

Ao destacar que a OMS Moçambique atua no país desde a elaboração do plano de contingência, Sinésia Sitão ressaltou a importância de garantir a continuidade dos serviços de saúde nas regiões afetadas e alertou para a necessidade de monitoramento constante do surgimento de doenças.

“Nessas situações temos pessoas deslocadas, muitas pessoas num mesmo local, as condições de higiene e a água não são boas, então isso proporciona o surgimento de doenças ou agravamento de doenças já existentes”, explicou.

Outra preocupação apontada pela OMS é a saúde mental da população atingida, incluindo os profissionais de saúde que atuam na linha de frente.

“Temos a questão da saúde mental que é muito importante. As pessoas estão afetadas e precisam ser aconselhadas, ter apoio psicossocial para conseguirem fazer face a esse período de emergência que estão enfrentando. Tanto no geral como também aos próprios profissionais de saúde, que fazem parte da população e também são afetados”, enfatizou.

Paulo Tomás, porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Riscos e Desastres, destacou a necessidade de resgatar cerca de 4.000 pessoas isoladas nos distritos de Magude, Manhiça, Chókwé e Guijá, nas províncias de Maputo e Gaza.

“Ainda temos população que precisa ser resgatada. A grande preocupação é retirar as pessoas que ainda se encontram em locais de difícil acesso. Elas estão sem meios, sem condições de confeccionar alimentos e sem acesso à água potável”, afirmou.

De acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (Ingd), pelo menos 642.122 pessoas foram afetadas pelas cheias em Moçambique desde o dia 7 de janeiro, com o registro de 12 mortes até o momento.


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