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porto velho, sexta-feira 12 de junho de 2026

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta sexta-feira (12/06) recebeu o secretário municipal de Inclusão e Assistência Social de Porto Velho, Paulo Afonso. Durante a entrevista, o gestor falou sobre os desafios da assistência social na capital, a situação das pessoas em vulnerabilidade e os planos da Prefeitura para reestruturar a rede de atendimento.
A discussão foi iniciada a partir de uma crônica apresentada por Arimar, que retratou a realidade de pessoas em situação de rua atendidas pelo Centro POP Dom Moacyr Grechi. O texto abordou a dependência química, a exclusão social e a necessidade de políticas públicas capazes de devolver dignidade a quem vive à margem da sociedade.
Ao comentar o tema, Paulo Afonso destacou que a assistência social exige mais do que capacidade administrativa. “O gestor que senta na cadeira da assistência social e não tiver humanidade no exercício da função dificilmente conseguirá cumprir sua missão. É preciso ter sensibilidade para compreender a dor das pessoas e buscar soluções para quem mais precisa”, afirmou.
Segundo o secretário, a atual gestão encontrou uma estrutura fragilizada após anos de dificuldades acumuladas. Apesar disso, garantiu que a determinação do prefeito Léo Moraes é recuperar os equipamentos públicos e ampliar os serviços oferecidos à população.
“Recebemos uma rede com muitos desafios estruturais. Temos unidades que precisam de reformas, veículos para atendimento e reforço de equipes. Nosso foco neste momento é reorganizar e fortalecer toda a estrutura da assistência social”, explicou.
Paulo Afonso ressaltou ainda que a criação da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social representa um compromisso assumido pela atual administração para ampliar as políticas voltadas às pessoas com deficiência e aos grupos em situação de vulnerabilidade.
Entre as prioridades da pasta estão a recuperação dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), das casas de acolhimento e do Centro POP.
Ao abordar a situação das pessoas que vivem nas ruas da capital, o secretário explicou que a Prefeitura mantém equipes de abordagem social que realizam atendimentos diários e fazem encaminhamentos conforme a necessidade de cada caso.
“Nós temos equipes que fazem o primeiro contato, avaliam cada situação e oferecem alternativas. Algumas pessoas são encaminhadas para a Casa de Passagem, outras recebem atendimento no Centro POP, onde têm acesso à alimentação, higiene pessoal e acolhimento”, afirmou.
De acordo com Paulo Afonso, a dependência química continua sendo um dos maiores obstáculos para a reinserção social dessas pessoas.

“Grande parte das pessoas em situação de rua enfrenta problemas relacionados à drogadição. Muitas vezes existem serviços disponíveis, mas é necessário que a própria pessoa demonstre interesse em iniciar o tratamento e reconstruir sua trajetória”, observou.
O secretário também destacou a existência de benefícios eventuais oferecidos pelo município, como o auxílio-aluguel, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social após avaliação técnica realizada pelas equipes da assistência social.
Durante a entrevista, Paulo Afonso reforçou que a assistência social precisa ser vista como instrumento de transformação e não apenas como atendimento emergencial.
“A missão da assistência social é devolver dignidade, fortalecer vínculos familiares e criar condições para que as pessoas possam reconstruir suas vidas. Esse é o compromisso que estamos assumindo diariamente”, concluiu.
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