Fundado em 11/10/2001
porto velho, domingo 7 de junho de 2026

MUNDO: Diante da forte pressão interna para agir contra o Hezbollah, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou planos no início da semana para atacar o grupo na capital libanesa. Horas depois, após uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a operação foi suspensa.
Netanyahu afirmou que não aceitaria um cenário "em que o Hezbollah atacasse nossas cidades e nossos cidadãos, e seu quartel-general terrorista em Beirute, em Dahiyeh, permanecesse fora de alcance". À tarde, os militares emitiram um alerta de evacuação para Dahiyeh, um reduto do Hezbollah no sul de Beirute.
O primeiro-ministro tem sofrido crescente pressão para intensificar o conflito no Líbano, à medida que os foguetes do Hezbollah atingem áreas mais profundas de Israel e seus drones explosivos ferem e matam soldados israelenses.
O parlamentar da oposição, Avigdor Liberman, afirmou que Israel deveria ter bombardeado Dahiyeh “há muito tempo”, alegando que “uma em cada duas casas lá tem ligações com o Hezbollah”. Os militares israelenses também têm pressionado para retomar os ataques a Beirute.
Desde que o cessar-fogo com o Irã entrou em vigor em abril, os EUA praticamente impediram Israel de atacar Beirute. Em vez disso, Israel realizou uma série de ataques contra o sul do Líbano e, mais recentemente, contra o Vale do Bekaa.
Durante a trégua, Israel atacou Beirute apenas duas vezes, visando comandantes de alto escalão do Hezbollah.