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    porto velho, sábado 24 de fevereiro de 2024

Militares paraguaios atuaram para blindar fiscalização de armas ilegais destinadas ao Brasil

A ideia era controlar o monitoramento e, assim, permitir que as armas chegassem ao Brasil.


CNN

Publicada em: 05/12/2023 10:37:44 - Atualizado


MUNDO: A operação contra um grupo suspeito de entregar 43 mil armas para os chefes das maiores facções do país — Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho — mostrou os indícios de corrupção de militares do Dimabel, órgão de fiscalização de armas no Paraguai.

A ideia era controlar o monitoramento e, assim, permitir que as armas chegassem ao Brasil.

O blog teve acesso ao trecho da investigação que trata dessa tentativa de corromper a fiscalização do Paraguai para fugir de qualquer barreira de envio de armas ao Brasil.

A investigação diz: “alguns militares da Dimabel também participam do esquema criminoso, haja vista os indícios de que eles receberam de [Diego] Dirisio propina para facilitarem a importação de armas pela IAS”.

O nome "Dirisio" citado no trecho é do argentino Diego Hernan Dirísio, considerado pela Polícia Federal como o maior contrabandista de armas da América do Sul. A IAS é a empresa controlada por ele e usava no comércio das armas.

O inquérito lista os participantes que, segundo os indícios, receberam propina para maquiar a fiscalização das armas:

  • general Jorge Antonio Orue Roa, ex-diretor da Dimabel no período em que a empresa IAS realizou muitas importações que teriam como destino o Brasil);
  • coronel Bienvenido Fretes, encarregado do departamento de Registro Nacional de Armas (Renal) da Dimabel;
  • tenente Cinthia Maria Turro Braga, encarregada de estar à frente da parte de Assessoria Jurídica do Registro Nacional de Armas (Renar) da Dimabel;
  • capitã Josefina Cuevas Galeano, que estaria na função de Chefe de Importações.


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