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    porto velho, sexta-feira 4 de abril de 2025

Tarifaço de Trump nesta quarta (2/4) espalha tensão mundo afora; Brasil será afetado

Brasil avalia resposta a tarifaço de Donald Trump enquanto Canadá, China e União Europeia se preparam para contramedidas


METROPOLES

Publicada em: 02/04/2025 11:18:06 - Atualizado


MUNDO: Esta quarta-feira (2/4) marca o início da nova rodada de tarifas sobre importações anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Batizado pelo republicano de “Dia da Libertação”, o tarifaço busca, segundo ele, equilibrar a balança comercial norte-americana e proteger a indústria nacional.

O pacote inclui tarifas sobre diversos setores, como automóveis, aço, alumínio e, até mesmo, produtos farmacêuticos.

Os detalhes exatos das alíquotas e sua aplicação ainda não foram divulgados oficialmente, mas Trump já afirmou que a medida afetará países como Brasil, União Europeia, Canadá, México, China e Coreia do Sul.

A incerteza sobre o impacto das tarifas gerou preocupações nos mercados financeiros e entre os líderes globais, que avaliam formas de reação.

O que Trump pretende com o tarifaço?

A política tarifária de Trump tem como objetivo impor taxas equivalentes às cobradas por outros países sobre produtos dos Estados Unidos. O presidente norte-americano argumenta que as novas tarifas são uma forma de combater o que considera práticas comerciais desleais e incentivar a produção doméstica.

Reação do Brasil

No Brasil, a decisão de Trump gerou preocupação, principalmente, entre os setores de aço e alumínio, que já enfrentavam tarifas desde março. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as medidas e afirmou que o Brasil recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC). Caso a contestação não seja suficiente, o governo brasileiro considera adotar tarifas sobre produtos estadunidenses.

Já o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, nessa terça-feira (1º/4), que o país aguardará os anúncios oficiais de Trump antes de definir a resposta. “Temos o dever de proteger a economia brasileira e manter o diálogo com os Estados Unidos”, declarou.


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