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    porto velho, sábado 30 de agosto de 2025

Com a paz selada no CPA, Sérgio Gonçalves vem ao Governo e Rocha e Silvia ao Senado

Na prática, o acerto poderá abrir espaço para uma chapa de peso: Sérgio Gonçalves como ao governo, com Rocha e Silvia Cristina disputando as duas vagas do Senado.


Redação

Publicada em: 30/08/2025 10:03:29 - Atualizado

Foto: Reprodução


RONDÔNIA - A política rondoniense, marcada por disputas internas e alianças instáveis, dá sinais de um novo realinhamento que pode mexer no tabuleiro eleitoral de 2026. O governador Marcos Rocha (União Brasil), pré-candidato ao Senado, e o vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil), que almeja o Palácio Rio Madeira, parecem ter colocado de lado as desavenças que os afastaram nos últimos meses. 

Se a paz firmada for, de fato, duradoura, o bloco governista ganha musculatura e ameaça adversários que contavam com fissuras internas para avançar.

Na prática, o acerto poderá abrir espaço para uma chapa de peso: Sérgio Gonçalves como candidato ao governo, com Marcos Rocha e a deputada federal Silvia Cristina (PL) disputando as duas vagas do Senado. Essa composição reforça não apenas a federação do União Brasil com o PL, mas também garante capilaridade política e eleitoral em diferentes segmentos — da base conservadora ligada a Rocha ao eleitorado feminino e popular de Silvia Cristina.

Essa movimentação esvazia uma das principais apostas do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), que contava com os irmãos como aliados para viabilizar sua candidatura ao governo ou, pelo menos, fortalecer seu campo de apoio.

O quadro que se desenha é claro: Hildon perde lastro político e tende a entrar enfraquecido na disputa, enquanto Sérgio Gonçalves surge como o nome governista mais competitivo para suceder Rocha. A eventual aliança não apenas pacifica momentaneamente o Palácio Rio Madeira, mas também coloca em xeque projetos pessoais que dependiam da fragmentação do grupo no poder.

Se confirmado, o pacto entre Rocha e Sérgio Gonçalves terá efeito dominó na política rondoniense, impondo novos cálculos a partidos, lideranças e pré-candidatos. E como sempre acontece em Rondônia, a definição das peças se dá menos pelo debate programático e mais pelo velho jogo de força: secretarias, apoios e cargos como moeda de troca para definir quem sobe e quem desce no tabuleiro do poder.


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